sexta-feira, 24 de outubro de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
Entrevista com Adelson Santana (parte 1)
W.S. – Existe movimento artístico acontecendo na região onde mora? Discorra-o um pouco, se a resposta for afirmativa.
I nfelizmente não vejo um movimento artístico satisfatoriamente expressivo dos artistas locais. Tenho esse posicionamento, logicamente, com referência às cidades de Itambé e Pedras de Fogo. Precisamente nesta última, nas últimas décadas, nota-se uma degradação exponencial da cultura e da arte local, sobretudo com relação às manifestações populares, como cavalo-marinho, bumba-meu-boi, banda de pífanos, blocos carnavalescos, grupos folclóricos. Não há do poder público local, investimento significativo na área de cultura; pelo contrário, há um desprezo generalizado pela cultura popular genuína, pela valorização das nossas manifestações artísticas locais. Em Pedras de Fogo, temos apenas intervenções ridiculamente pontuais e artificiais, alardeadas como algo extraordinário. Artificial no sentido de querer-se fazer de conta que se investe em cultura, tentando forjar movimentos artísticos partindo do pressuposto de que arte se faz com intervenção ideológica – um erro crasso. Mas será que é erro ou incompetência mesmo? Enfim... Eu entendo que a intervenção (principalmente econômica) deva existir no sentido de estimular e incentivar as manifestações culturais existentes na comunidade e não querer criar movimentos alienígenas para justificar uma suposta preocupação cultural. Porém, é assim que o poder pedrafoguense entende cultura. Enterraram em Pedras de Fogo o São João, as festas folclóricas, o Carnaval e todas as manifestações tradicionais oriundas do povo e para o povo. E isso não é apenas lamentável, é triste, vergonhoso e desesperador. Urge resgatarmos a cultura popular pedrafoguense
Por outro lado, não há, em nossa cidade uma consciência cultural coletiva. Os artistas não interagem entre si, não se expressam, não se rebelam, não buscam. Enfim, não reivindicam e não se unem na construção de um movimento artístico pedrafoguense e/ou itambeense de resgate e de expressividade genuína, que nos identifique, que nos dê ascensão regional...
Não se trata de falta de talentos. Temos, em potencial, escritores, artistas plásticos, músicos (interpretes e compositores), letristas, teatrólogos, atores, contistas, poetas... Sem citar nomes, posso afirmar que temos material humano inteligente o suficiente: cabeças suficientes para pressionar o poder público, pensar soluções, criar mobilizações, encontrar caminhos de resgate, de auto-afirmação cultural e de (re)criação das manifestações artísticas locais, fazendo surgir um movimento artístico forte e relevante, que nos identifique e que nos enleve. Eu anseio e acredito que é possível.
[continua]
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Como foi a 1ª Festa da Rock House (parte final)
Banda já carimbada por aqui, os Simbiontes fizeram uma apresentação, apesar da pouca gente, pois foia última banda a se apresentar. Então aqui deixo vocês com Instável, de autoria da banda mesmo.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Como foi a 1ª Festa da Rock House (parte 4)
Outra estreante no mundo da música, a banda Soul Sick apresentou-se já dando pistas dos rumos que deverá seguir. Houve com ela o fato curioso de que uma garota que assistiu ao show adorou e depois umas conversas sobre arte em geral acabou por entrar na banda como vocalista. Veremos então o que acontecerá no futuro. Por enquanto você fica com a cover de Imagine.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Como foi a 1ª Festa da Rock House (parte 3)
A banda goianense Flores Mortas foi a segunda a se apresentar no evnto, mostrando a psicodelia residente também no rock de nossa região. Apesar de ter sido prejudicada pelo som, a banda fez a galera se animar bastante, tanto que já está garantida na segunda edição do evento. Confira o vídeo de "Coisas Insignificantes", de autoria da banda.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Como foi a 1ª Festa da Rock House (parte 2)
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Como foi a 1ª Festa da Rock House (parte 1)
De volta depois de um período no limbo cá estou para falar de como foi o evento realizado aos 3 de maio de 2008, conhecido como 1ª Festa da Itambé Rock House.
Tudo correu como manda o rock: tudo dava errado, mas no fim deu tudo certo. Apesar da aparelhagem de som ridicula do início da festa todos os presentes adoraram e ficaram com aquele sabor de quero mais no final. A decoração contou com todos em sua composição, e como filkmamos boa parte do evento, logo posto alguns vídeos aqui. Falarei um pouco de cada banda que tocou nas próximas postagens. Até lá.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Aviso
Comunico aqui que haverá um hiato na produçãoi deste blog. Dentre os dias 01 e 15 de maio estarei de férias totais, portanto quaisquer novidades serão informadas após essas férias.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Fantasia (parte final)
- Nossa! Você parece mais bonito pessoalmente!
- Ah, valeu!
Hesitantes, entreolharam-se. Buscaram juntos um único milésimo de segundo que dissesse que ali havia homem e mulher apaixonados. Não encontraram.
- Sabia que o PIB não tem subido como se esperava? – perguntou Camélia.
- Quê? O que é o PIB?
Deixa pra lá. Riram. Quanta ingenuidade. Ele por não saber, ela por não saber usar o que sabe. Abraçaram-se. Nada de beijo. Mãos dadas já era o bastante. Rico estava inseguro. A menina era mais velha, poucos meses, mas era. Sem a tela do PC tudo parece mais complexo...
Olharam-se mais uma vez, respiraram fundo e disseram em uníssono:
- Vamos começar do começo?
Riram novamente, como boas crianças que eram, carregaram skate e bicicleta e seguiram pelo parque, sem que os pais soubessem, à procura do amor que quem sabe alguém esqueceu no passeio.
[Wander Shirukaya]

